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Sobre ser minimalista

8:43 PM

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Minhas amigas que conheceram meu quarto e meu guarda-roupa na infância e adolescência sabem o quanto eu adorava guardar cacareco e comprar uma bugiganga, que provavelmente nem iria ser útil. E juntar coisas aleatórias porque 'podia precisar depois' era comigo mesma. Tudo bem que ainda sou um pouquinho assim, pois tenho coisas bem antigas que não vou me desfazer delas nunca, por serem itens colecionáveis e também por terem muito valor emocional, mas eu tento ao máximo me desapegar de certas coisas que não uso mais.

Não sou minimalista radical - se é que posso dizer assim-, pois não estou me desfazendo de tudo que não uso só pra manter um estilo, apenas tento guardar somente o que preciso e, principalmente, comprar somente o útil. Mas isso não começou do nada, também não pesquisei nada sobre o assunto pra me tornar minimalista. Apenas aconteceu. Vi a necessidade de parar de juntar porcarias e de gastar dinheiro à toa. Deixei de comprar coisas desnecessárias por alguns motivos que vou listar aqui no post. 

Como é meu estilo de vida minimalista 

Como falei antes nas entrelinhas, não sigo as regras do minimalismo, tenho meu próprio estilo. Prezo muito pelo conforto e pela economia, mas não saio comprando coisas mais baratas só pra economizar, sempre avalio o custo-benefício das coisas, mesmo que eu acabe optando pelo produto mais caro, a economia pode vir a longo prazo. Uma jaqueta de couro ecológico custa em torno de R$ 150 e pode se desmanchar toda em 2 anos, já uma de couro animal custa uns R$ 300 e dura a vida inteira (se bem conservada). Não sou de comprar coisas de marcas, mas se uma grife tem um produto com um material melhor que o de uma marca popular, irei optar pelo que dura mais, mesmo que seja preciso pagar um pouco mais, porém se for comódite (commodity, se preferir), compro sempre a mais barata. Por exemplo, eu uso água micelar e compro discos de algodão, geralmente tem os de marcas bem caras e os da própria rede de supermercado, analiso as características dos produtos e se todos tiverem a mesma qualidade, compro o mais barato. Aqueles saquinhos leve 100 e pague 80 são ótimos, duram muito.

Compro somente o que preciso
Seja lá do que se trata, só compro o que estou realmente precisando e já economizei muito dinheiro com isso. Sou minimalista até nas compras de supermercado. Passei a comprar lanchinhos semanalmente baseado ~ quero ~ (haha aloka, calma, isso foi um meme do Edurado Jorge, espero que lembrem para eu não me passar) no que como na semana. Além de comprar só o que eu realmente vou comer, parei de jogar comida no lixo. 

Minhas roupas são todas combinandinhas
Meio que montei um armário cápsula, que eu nem sei se é cápsula mesmo, mas vou chamar assim. Toda vez que vou comprar roupa e calçado (o que é bem raro porque eu odeio fazer compras - sou anormal?), sempre escolho peças que combinem com tudo que já tenho e nem é tão difícil já que minhas roupas são pretas ou cinzas, só tenho umas blusas que tem azul escuro e uma delas tem listra preta e cinza. Ah, tenho três camisas brancas, que usava pra trabalhar ou ir ao cinema por causa do frio (e branco combina com tudo) e tenho outras duas com cor puxada pro caramelo que ganhei de uma amiga estilista e essas camisas eu vou carregar comigo pra sempre, são lindas e elegantes. Isso torna bem mais fácil na hora de comprar.

Os meus calçados todos combinam com as minhas roupas e tenho bem poucos; uma sapatilha, um all star, um tênis jeans, um scarpin e uma sandália (que a última vez que usei foi há uns  anos). Ando muito de chinelo, até mesmo pra sair pra restaurante e etc. Pra muitos pode parecer absurdo e deselegante, mas prezo pelo meu conforto e se eu estiver em algum lugar, como acontece de estar na casa do meu namorado e a gente decide sair, mas não tem como trocar o calçado porque minha casa fica longe, não vejo problema em sair de chinelo, nunca tive vergonha e nem vou ter. E nem me importo com as pessoas olhando meus pés e me julgando - que se fodam, to confortável enquanto eles estão com os pés apertados nos sapatos.

Não jogo minhas fotos fora nem a pau 
Vi num livro que uma das coisas a ser feita é digitalizar fotos e depois jogar as de papel no lixo. Gente, que absurdo! Hoje em dia as pessoas estão tão fechadas no universo digital que esquecem o quanto é legal ter coisas físicas, ter foto em álbum. E coisa digital pode pifar e você perder seus arquivos de forma irrecuperável. Só joga fora o que te traz lembranças ruins e, mesmo assim, se der pra recortar você, faz o recorte e guarda, joga o que merece ir pro lixo.

Separo itens para doar
Sempre que vou ajeitar o guarda-roupa e o quarto encontro algo que está em ótimas condições de uso e separo para fazer doação. Quando as coisas estavam muito velhas, eu costumava colocar numa caixa e colar um papel escrito "roupas velhas" e deixava num lugar onde passavam muitas pessoas e sempre aparecia alguém que se interessava e pegava a caixa. Não gosto de chegar nas pessoas e dar as coisas velhas, pois penso que podem se ofender ou se sentirem humilhadas, prefiro dar pessoalmente algo mais novinho. Mas tem uma senhorinha, que conheci ano passado, e ela comentou que o que estiver velho ou quebrado eu posso levar pra ela separar e doar pra famílias que são mais necessitadas do que ela e que, inclusive, pedem essas coisas velhas pra reciclar. Então passei a levar tudo pra ela organizadinho numa caixa. 

Não dei minhas roupas que ainda tinham etiqueta 
Também vi essa dica num livro. Paguei pelas roupas e não é de graça que vou me desfazer delas. Se não uso, por ter comprado por impulso ou porque não couberam mais em mim, o melhor jeito de me livrar delas é vendendo. Eu costumo doar roupas e calçados sempre, mas se a roupa ainda está novinha eu prefiro vender e recuperar o dinheiro gasto. Fazer doação é lindo, mas eu trabalhei muito pra pagar aquilo. 

Vendo o que não uso
Um jeito maravilhoso de se livrar do que não precisa e que ainda está novo ou seminovo, mas bem conservado, é vendendo. Fazer um brechó online com as peças e divulgar pras amigas e pedir que elas divulguem pras amigas delas, ou postar em perfis de compra e venda surte efeito. Fiz isso e continuo fazendo, pois ainda tenho coisas pra vender. Sou cheia de coisas que usei uma ou duas vezes e estou criando um perfil brechó. Se você for de Fortaleza me segue no instagram que vou avisar lá quando montar o perfil (@barbarawishes  - caso não queira clicar no link).
Além de você não jogar nada no lixo nem dar de graça uma coisa pela qual você pagou caro, você pega parte do dinheiro de volta e pode comprar mais coisas. Brincadeira, haha. Você guarda o dinheiro e vai juntando pra fazer algo útil, como por exemplo uma viagem pra um lugar que você sempre quis conhecer. Ano passado fui a São Paulo com o dinheiro das minhas vendas. 

Ainda estou vendendo muitas coisas. Minha estante está cheia de livros à venda e outras coisas. Pretendo me organizar pra deixá-la praticamente vazia, até mesmo para ficar mais arrumadinha, pois está bem bagunçada.

Se vou continuar assim pra sempre, provavelmente não, pois nunca sou do mesmo jeito sempre, às vezes eu acordo com um pensamento e já vou dormir com outro. Sou bem inconstante. Também não pretendo me privar de comprar algo que quero muito só por causa do minimalismo. As únicas coisas que fazem com que eu me prive de comprar algo são a falta de dinheiros, não curto mais acumular coisas e também porque preciso juntar uma grana. Por enquanto isso está funcionando pra mim. Já tem uns anos que esse estilo de vida está presente na minha e não é agora que pretendo abandonar. Vou escrever um post sobre meu armário cápsula em breve.

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